Fala galera, beleza? Estamos aqui com mais um diário de campanha da mesa que eu apelidei de Remake. Para você que não sabe, essa campanha que já está completando dois anos (iniciamos no playtest com alguns amigos do interior e hoje tenho dois grupos de cidades diferentes que jogam misturados). Esse diário demora um pouco pra sair pois espero as aventuras serem concluídas em ambas as mesas para trazer os materiais aqui e os pareceres.
Desde a última aventura, dei um pequeno spoiler do que se tratariam as próximas aventuras e onde se passariam em Arton, os jogadores que antes eram divididos por cidades diferentes escolheram quais temas atraiam eles e acabaram misturando a antiga formação, além de entrar uma galera nova mas também tivemos alguns que deixaram a campanha. Dessa vez, uma das aventuras se passa em Sophand capital de Wynla, reino da magia e trata sobre o mistério de uma fábrica de monstros que ameaça a cidade; a outra se passa em Ryuu'ken em Tamu-ra, envolvendo a busca por um tesouro ancestral para um Daymio. Vamos lá!
O Grupo de Aventureiros:
Pedro - Ethan, Kliren Pistoleiro Inventor 11: Quando criança, foi deixado por seu pai para viver com um tio na cidade fora-da-lei chamada smokestone. Lá aprendeu os caminhos da pólvora, mas não se limitou a eles, qualquer oficio que parava na sua mão dominava.
Filipão - Talyon, Humano Gladiador Guerreiro 10: Um grande campeão e herói da Arena Imperial de Valkaria, que resolve viajar para as uivantes em troca de inspiração para novas técnicas. Mas na sua primeira aventura é testado de tal forte que passa a questionar sua força.
Denoel - Lockheed, Suraggel (Aggelus) Refugiado Paladino de Thiatys 7: nativo de Pyra, mundo de Thiatys. Esse angelical guerreiro perdeu seu posto quando houve uma mudança política em sua cidade. Ele então foi mandado para o mundo material, despedido de suas asas e sonha com o dia que poderá voar novamente.
Henrique - Luna, dama da noite, Dahllan Acólita Clériga de Alihanna 10: Com
um sangue de fada e talento para surpresa, Luna tem voz doce e se
dedica a proteger os outros (mesmo que eventualmente também mostre os
poderes necróticos da natureza). É inovadora e nada cliché, criando
soluções que outros como ela jamais pensariam.
Grupo Dois:
Diogo - Yohei Oni, Surragel (Sulfure) Criminoso Ladino de Sszzaas 9: esse jovem meio-oni sempre foi visto como um mau presságio. Com uma população reduzida, nascer um jovem amaldiçoado para os tamuranianos erra terrível! Por isso aprendeu a se virar e conhecer os truques do venefício e da mentira, se tornando um verdadeiro diabo.
Frico - Moyashi, Humano Forasteiro bardo 11: Artista andarilho de Tamu-ra e iniciado nos jutsus, esse espadachim aos poucos foi ganhando as malícias dos ocidentais, mas mantendo a tradição oriental de seu povo dentro de si. Não é o exemplo do que a honra quer dizer, mas é do que a honra poderia ser.
Tilipe - Ellie, Sílfide Charlatã Barda 12: Essa pequena bardinha
voa por aí desafiando todos e tomando a primeira decisão que vem a sua
cabeça sempre, talvez pela cabeça ser tão pequena as ideias não ficam no
lugar tão pouco tempo.
Tiago - Zord, Golem Clérigo de Valkaria 11: esse homem artificial
sonha em um dia realizar o seu desejo e se tornar um ser humano, para
poder sentir como os outros sentem. Para isso foi criado e desejou se
devotar a deusa da humanidade e das aventuras, das buscas impossíveis.
Nariz - Ghalva, Dahllan caçadora 8: uma caçadora estrangeira aproveitando a visita a Tamu-ra para conhecer os festivais do dia do recomeço, mas onde um destino terrível a aguarda.
Aoi Hono, Mashin Lutador 9: um mashin criado para servir um clã de Tamu-ra da época pré-tormenta, ao ser acordado descobriu que aqueles que serviu foram extintos e se uniu a um sentai, até ser derrotado e cair no mar. Foi reconstruído 10 anos depois e se uniu ao grupo de aventureiros formado por estrangeiros e tamuranianos.
Aliados
Moska - lefou bebê: Uma criança lefou adotada por Luna depois de uma missão em Rio de Prata.
Latifa - comerciante sha'ir: uma comerciante cujo pacto com um gênio enfraquecido a levou para Sophand em busca de poder e descobertas.
Abdul - Gen de Fogo: antes um Ifreeti, hoje um pequeno gênio do tamanho de uma sílfide com poderes de fogo e capacidade de canalizar a magia daqueles ao redor.
Kiryu - Ryuujin Shugenja e irmão de moyashi: nascido abençoado por Lin-wu, sempre foi um exemplo de honra e tradição, que pretende usar para levar Tamu-ra para frente sempre.
Josuke - Kensei tamuraniano: um santo de arma, dedica a sua vida ao ofício da katana e o domínio de sua arte.
Dragão Dourado - Monge Mashin: um monge com o espírito elétrico dentro de seu peito e aparência brilhante que vive recitando provérbios e frases de auto-ajuda.
Yoko e Vermelho - onimusha e seu perdigueiro ruivo: uma caçadora de monstros de Tamu-ra que usa o poder da tormenta para caçar as criaturas que andam e assombram a ilha.
Original:
Fábrica de Monstros
The End
Playtest:
Sobre a Campanha
Episódio 1 - Rio de Prata, Lugar de Gente Feliz
Episódio 2 - Um Ensaio em Verde
Episódio 3 - O Covil do Terceiro
Episódio 4 - Labirinto Planar
Episódio 5 - Dia de Tormenta
Episódio 6 - O Crânio de Tauron
Episódio 7 - O Dragão Imortal
Vamos lá
Railroad
![]() |
Sophand, uma cidade de trens, balões e magias |
O grupo de aventureiros foi atraído até a cidade de Sophand, capital de Wynla por uma carta enviada pela amiga Hit. Ao chegar na cidade, acabam descobrindo o problema que assolava a cidade a dias, motivo da convocação. Ouviram uma exploração numa estação de trem, algo estranho que jamais tinham visto, o que parecia um armazém de onde saiam carroças de ferro que soltavam fumaça enquanto andavam sem cavalos. Mai, Luna e Talyon correram para ajudar as pessoas, no caminho se uniram a dois aventureiros de mundos estranhos, Ethan um pistoleiro e Lockheed um paladino do plano de Thyatis.
A cidade conhecida por empregar mortos e golens, deixando para os afortunados mais tempo para curtir e praticar magia, um dos únicos lugares capazes de fabricar e vender itens mágicos no mundo e cuja moda envolvia grandes chapéus pontudos e mantos estava em perigo. Monstros de todos os tipos inundam as ruas e boatos sobre uma fábrica de monstros começaram a surgir. Os aventureiros viram em primeira mão esse efeito, ao chegarem na estação e se depararem com pessoas em perigo, atacadas por kobolds explosivos, cabeças de oni, bruxas, cobras e basiliscos.
Enquanto lutavam, o trem partiu, uma aventureira puxada por um pequeno gênio embarcou para tentar salvar quem estava lá dentro, o trem estava lotado de monstros também, nem todos conseguiram fugir e agora a locomotiva andava espalhando destruição pela cidade.
Os inimigos misturados e hostis foram enfrentando os aventureiros enquanto atacavam todos a vista, eram perigosos e tinham táticas, como se não vissem uns aos outros como inimigos, mas como aliados, havia uma sombra estranha neles, como se fossem mais foscos ou etéreos. Unidos os aventureiros venceram, mas não sem gastar recursos, se apresentaram e pelo objetivo do dever se uniram, Ethan levou todos para uma invenção sua, uma carruagem sem cavalos de grande velocidade. Saíram guiando o possante pelas ruas, enquanto tentavam buscar pistas de onde estaria o trem, para estrangeiros como eles os trilhos eram verdadeiros labirintos. Ao encontrar, emparelharam o carro até todos saltarem para o vagão, deixando o invento perder velocidade para ser encontrado nas ruas depois.
O trem devia ser explorado, vagão a vagão para enfrentar seus monstros e evitar o risco daquela coisa cair na cidade. Logo no primeiro vagão salvaram algumas pessoas, enquanto Luna se embolava num jiu jitsu com um jacaré, Ethan explodia um Glop gigante fazendo gosma voar e um Yeti fugia de medo. Logo notaram que os monstros sumiam, não deixavam corpos e que seria cansativo sempre lutar, a questão ali não era provar superioridade em combate, era salvar as pessoas.
Mais um vagão, mais uma luta, dessa vez com um gorlogg besta de galrasia e um Troll. Mesmo que fossem inimigos que já enfrentaram antes na carreira ou equivalentes, estavam cansados demais, tiveram que armar um plano. Encontraram no vagão da frente uma comerciante do deserto chamada Latifa e Abdul, um pequeno gênio de fogo que a servia, eles estavam ajudando a proteger as pessoas no trem, pois sabiam que havia uma missão de resolver o problema na cidade e queriam mostrar serviço. Com os novos aliados, escalaram para o topo do transporte de metal e com cordas se amarraram uns aos outros, a coisa corria rápido e o vento castigava os rostos dos aventureiros, eles quase caíram nas curvas mais fechadas, porém conseguiram avançar, deixando para abdul averiguar os vagões e comandando os sobreviventes para fugirem para o fundo do trem, separando vagões, o que fazia o transporte ir mais rápido, mas mantinham as pessoas seguras.
No vagão principal, a máquina fervia pedra fumaça energizada de magia para poder mover pela cidade, haviam apenas corpos caídos ali, a criatura que tomou o lugar era um Reyshid da tormenta, criatura ágil e terrível que fez Talyon paralisar e forçou seus aliados que ajudavam as pessoas a puxarem ele. Era forte demais, então Etthan usou seu conhecimento de máquinas e granadas para explodir o vagão da frente, matando a criatura da tormenta e finalizando o trem, todos saíram vivos por um fio.
Comentários:
- Eu comentei com os jogadores que cada combate é como um quebra-cabeças, você tem que descobrir a estratégia para ganhar. Como nessa aventura cada luta tem vários tipos de inimigos ao mesmo tempo, mesmo quando eles são de níveis bem mais baixo é difícil descobrir uma estratégia vitoriosa. O que funciona com um inimigo não vai funcionar com o outro.
- As duas primeiras sessões foram necessárias para fechar essa introdução da aventura, mas foi formada por cenas de ação bem legais. Ando tentando descrever mais no combate, demora mais, mas mantém um roleplay ainda em cenas de ação, mantém um ritmo legal.
- Quando o Pedro quis trocar de personagem pra jogar com um inventor, eu disse que cobraria custo x3 das invenções pra ele não ter a grana muito acima da galera, até porque ele teria tempo infinito pra fazer as invenções. Aliás, na minha mesa, invenções tem PV igual a metade do inventor, acho muito injusto elas terem tão poucas fraquezas numa classe que já é tão forte.
- Acho que a ideia da dungeon como um trem funcionou bem pra galera, mesm que fosse linear com uma sala depois da outra, ainda tinham liberdade de estratégia e podiam cortar caminho por cima (como fizeram). A Latifa é uma aliada que permite a pessoa não ficar desprevenida, enquanto Abdul é um aliado destruidor que também pode ser o ponto de partida de uma magia como uma criatura invocada. A Luna usou bastante o Abdul ao longo da aventura, mas a outra aliada ficou meio apagada, admito.
A Cidade de Ryuu'ken
![]() |
Chegando em Tamu-ra |
Os tamuranianos não ficaram muito felizes com o acordo, mas agora deviam concluir a tarefa para se livrar do problema, no futuro tentariam pagar pelos seus pecados.
Comentários:
- Para criar uma situação diferente, as duas aventuras que narrei tinham alguma coisa para atrapalhar os jogadores e fazerem eles tentarem soluções mais criativas para os perigos. Na fábrica enfrentar monstros não dava XP, enquanto em Tamu-ra todos tinham 1/4 de vida.
- O niisan do Moyashi foi uma das adições mais legais para a aventura, o Frico curtiu bastante interagir com ele, além de gerar umas cenas de roleplay legal com um NPC tão diferente auxiliando.
- Usei um perigo complexo para a trilha, acho que é uma regra ótima para propor desafios que não sejam combates e basicamente pode resumir qualquer coisa hahah ótimo de usar mesmo.
- A aventura 4 que eu marquei está descrita pra galera de cambuci, quando comecei a jogar com o povo do Rio e antes de misturar as duas mesas, resolvi usar as mesmas aventuras para não ter tanto trabalho hahah mas isso vai fazer sentido com o tempo na história.
Explorando Tamu-ra
Amaldiçoados, o sentai atravessou o interior de Tamu-ra, possuíam um mapa da localização aproximada das partes do mashin que deviam coletar e escolheram seguir em direção a costa onde haviam acampamentos de wako - piratas de Tamu-ra. A preocupação com conflitos era grande, todos se sentiam fracos e a beira de um desmaio, não era o melhor estado para se lutar, então quando viram as torres de vigilia com bandidos mal-encarados resolveram usar de uma aproximação pacífica.
- Como todos os jogadores estavam com a vida travada em 1/4, considerei que os encontros tinham ND +1 ou +2 (não lembro exatamente agora), alguns ainda não davam XP, mas pelo menos eles tinham. Todos eram de ND bem baixo pra compensar, exceto a Kasha.
- A galera tava resolvendo as coisas muito mais no roleplay e tava funcionando, acho que até curtiram pelos comentários que recebi de alguns depois. Mas a luta contra o akumushi (lefeu) foi tenso, a galera já tava com pouca vida e quis não gastar muito PM, rapidinho estavam todos prestes a morrer, mas ai mudaram de estratégia e venceram.
- Foram várias sessões pra acontecer isso tudo acima, mas acho que a sensação de Perigo fez com que a campanha de Tamu-ra tivesse uma sensação bem diferente de outras que os jogadores tiveram.
- A Kasha era o inimigo mais forte do desafio, por sorte só perderam um NPC, mas uma luta contra ela teria levado mais um pelo menos no estágio que estavam.
Provação Mágica
Em Sophand, o grupo de aventureiros que enfrentou o trem monstruoso se uniu e negociou uma formação para tentar conseguir a missão do conselho da cidade. Apenas Lockheed não se uniu a eles, não queria recompensa e seguiria protegendo as pessoas da cidade.
- O Denoel saiu do grupo, jogou pouco tempo, porque conseguiu um emprego e o horário não batia com as nossas sessões.
- A interpretação foi interessante entre os NPCs exóticos e o grupo, mas coloquei que era uma reunião de negócios, não ficaram de papo sobre futilidades, tinham o que resolver. O Pedro que curtiu que o cara parecia um Kliren e aparentemente um pistoleiro arcano.
- Nessa aventura o tempo limite e a questão dos inimigos não darem XP fazia com que os jogadores jogassem de um jeito completamente diferente também, acho que cirou uma modificação de estratégia e forçou geral a se adaptar, o que fizeram bem.
Perdas e Reviravoltas
![]() |
Ablon |
A mina abandonada era uma relíquia de Tamu-ra pré oni'ame (Tormenta). Suas paredes ainda tinham veios de jade , escondidos atrás de equipamentos velhos e tomados por vegetação, um sinal de que ali dentro haviam forças sobrenaturais atuando. Lá dentro tiveram que lidar com perigos estranhos, como lobos e aranhas gigantes que pareciam assegurar uma área central, marcada por um portão de tori subterrâneo onde uma energia arcana horripilante emanava.
- Dessa vez não teve papo, um Yokai hostil poderoso foi um combate tenso pra galera. Nariz acabou perdendo o personagem, mas logo a gente arranjou um jeito dele criar um novo.
- Aoi foi um personagem dele da mesa de IdJ que narrei, morreu no primeiro ano da campanha, agora está de volta em outra história.
- A cabeça que destruíram na verdade era um NPC que podia ajudar, mas como acharam que fazia sentido ser o centro de poder do xiang tian destruíram. Erro meu em como constrúi a cena também.
- Para terem os tesouros da mina, considerei uma rolagem de d20+1 a cada 100 que investissem na mineiração, foi uma mecânica legal para aquele momento.
- Tilipe se emocionou ao conversar com o Ablon, um personagem dele de uma campanha antiga, talvez o que chegou mais longe.
- Como essa campanha tem o nome de Remake, tem todos um lance meio All-stars das minhas campanhas anteriores, a ideia é que tudo isso leve para um final bem complexo que vai deixar os jogadores em choque haha O Raziel já foi chefaão final de duas campanhas.
As incursões a Fábrica
- Para misturar tantos monstros diferentes num desafio eu achei que o ideal era construir uma dungeon, o ambiente favoreceu os encontros, embora alguns eu tenha planejado de acordo com o ambiente, no geral eu rolava um dado para definir o ND do desafio próximo e a cada dia que passava adicionada um monstro de ND maior no lugar. Além disso, no final de cada sessão pedi pra um jogador rolar um dado pra eu adicionar algum monstro lá dentro, que eu tirava tanto das minhas criações, quanto do livro do T20 ou outros manuais.
- A ideia dos monstros serem invocações e não renderem XP fez com que o grupo evoluisse devagar, mas era intencional. Não queria que luta fosse sempre a primeira opção, isso rendeu soluções bem criativas, principalmente para os monstros mais poderosos. Na sala anti-magia eu dava 100 de dano de essência por turno nos inimigos mágicos, ainda assim os PJs tinham que lutar junto se não só iam apanhar de graça.
- A solução speedrun foi uma ótima ideia, juntou a criatividade do Henrique com a visão de combo do Pedro, pena que eles foram seguir justamente pela região que tinha tal efeito. Se tivessem andando um pouco mais na exploração anterior o plano teria dado certo.
- Eu gostei bastante da ideia do Pedro de deixar a Luna mais forte, até foi uma coisa legal porque já rolou uma cirurgia na mesa da galera do Rio bem no início da campanha, que tiraram um simbionte do ladino para trocar por itens mágicos. Basicamente a personagem agora tem uma distinção, perdeu 2 de int porque está mais selvagem, mas pode pegar forma selvagem e também o poder de soltar magia transformada quando passar de nível.
- Porém, o Abdull não receber os poderes cobrou seu preço, isso vocês vão ver um pouco mais na frente.
O Castelo da Meia Noite
O sentai estava em Ryuu'ken, descobriram que foram enganados, perceberam o quanto foram inocentes ao não questionar se Takashi era mesmo o damiyo daquele local. Tinham que se preparar, afiar armas, fortificar armaduras. Enquanto faziam isso, pediram para dragão dourado e yoko usarem o cão vermelho para investigar os arredores da cidade em busca de pistas. A dupla encontrou dezenas de gakis, zumbis barrigudos, cercando ruínas de um castelo do tempo antes da tormenta e reconstrução. Era uma pista.
Andaram pelas trilhas até o castelo, resolvendo entrar pelo portão central que os recebia com diversos corpos empalados, alguns eram de fintrolls, criaturas que se regeneram, o que mostrava uma estranha dedicação para montar aquela cena...
Grandes pipas voavam acima das muralhas, não entendiam o que queria dizer, mas logo descobriram. Ouviram assobios quando shinobi desceram planando das pipas e atacaram o sentai. O grupo de aventureiros foi surpreendido pelas técnicas variadas dos inimigos, misturando magia e combate. No final foram vitoriosos, mas não sem usarem seus maiores poderes para vencer. Uma recepção terrível para qualquer invasor menos poderoso que aquele grupo.
Seguiram explorando, entrando no prédio principal depois de averiguar salas de guardas no portão, estavam vazias. No salão principal haviam papiros com nomes, datas e endereços. Investigaram e perceberam que eram grupos de aventureiros, todos mortos por Takashi. Uma espécie de assassino em série. Surpresos com a descoberta, acabaram caindo numa emboscada iniciada após uma armadilha, rendendo uma batalha com cabeças espirituais de onis com aura elemental.
A exploração ainda levou o grupo pelo pátio, até um desafio de Nozomi, a criadora da humanidade para os tamuranianos. Enfrentaram corpos encantados de guerreiros do passado, além de espíritos. Pararam para se alimentar na cozinha do castelo, usando seus próprios ingredientes e enfrentaram outro espírito sem cabeça, dessa vez foi mais fácil porque não estavam todos amaldiçoados. Apesar do risco, resolveram dormir num quarto que encontraram, já haviam notado que foram observados antes, não foi uma decisão muito sábia.
Despertaram com gritos de fada, Ellie foi capturada durante a noite. Subiram as escadas atrás da companheira e se viram de frente com um outro sentai tamuraniano controlado por Takashi. Eles cercavam a sílfide que estava dentro de uma gaiola. Uma luta se iniciou, era complicado enfrentar um grupo com poderes variados e cura, mas deram sorte. Conseguiram negar a efetividade da ninja inimiga, focaram na yakuza cujas armas de fogo faziam mais estrago e no shinkan que usava suas magias para enfraquecer os aventureiros. O samurai kaijin foi o último a resistir. Sabiam que Takashi estava nos telhados aguardando.
Não tinham muitos recursos, mas estavam libertos e devidamente curados. Acabaram pegando um único tesouro num cofre antes de ser destruído, uma estrela elemental que não conseguiram descobrir o que fazia, tiveram que apostar nela no futuro.
No telhado, encontraram Takashi com duas katanas em mãos, emoldurado pela lua de sangue pairando as suas costas. O Vampiro poderoso iniciou tentando controlar a mente de todos, eles resistiram mas ficaram alguns segundos desnorteados o suficiente para Takashi se fortalecer e conjurar uma revoada de morcegos feitos de fogo para atacar o grupo.
Moyashi e Aoi correram para frente, apoiados por dragão dourado, Yoko e Kiryu. Ellie lutava contra os morcegos de início, ficando fragilizada rapidamente, enquanto Zord usava de seus milagres para proteger os amigos. Aoi não conseguia tocar o vilão, então assumiu uma postura defensiva, levando a maioria dos golpes que se destinavam aos aliados. Moyashi usava a arma mágica tripla que empunhava para fazer chover raios sobre Takashi, cada golpe gerando um efeito secundário que finalizava um morcego por vez. Zord teve um momento que quase caiu diante de uma espadada empoderada com trevas, mas se manteve de pé, não falharia ali.
Ellie se dividia em duas para fazer chover energia arcana no vampiro, foi ela quem deu o golpe que deixaria seu corpo enfim destruído. Com seu último suspiro, Takashi ajoelhou-se no chão e largou as armas, inclinou o pescoço e reconheceu a vitória. Kiryu e Moyashi juntos ceifaram sua cabeça com a espada de família.
- Acho que fiz bem em deixar os aliados resolverem os Gakis e adiantarem a exploração. Faz sentido em história isso e cortou cenas filler, desnecessário gastar tempo com inimigos de ND 1 sendo que o grupo estava no nível 10 na média.
- Mais uma referência a uma campanha antiga, a galera de cambuci ficou comentando dos feitos daquela época, foi divertido. O Nariz sacaneou falando que a gente tava jogando no Pedroverso. Acho importante mostrar pra galera que tudo que já jogaram e fizeram realmente ocorreu e é reconhecido no mundo.
- A dungeon dessa vez era menos autoral, usei um mapa de castelo que achei na internet e adaptei aos encontros que queria. Além disso, ela tinha menos encontros fixos e mais aleatórios, dando uma sensação que estava em movimento e era mais imprevisível, a galera explorou bem aqui, mas foi mais filler mesmo.
- Geral ficou assustado quando notou que o grupo de aventureiros de Tamu-ra que usei tinha a ficha do outro grupo que estava em Wynla de base, eles não tinham poções e equipamentos desnecessários, mas tinham poderes variados, foi um encontro legal que não rendeu muito XP pelo nível da galera, o nariz que tinha nível mais baixo que se deu bem aqui.
- A luta contra o Takashi foi até fácil, talvez a versão mais fraca do Raziel que eu fiz, mas foi bom ver a galera saindo vitoriosa ao invés de perder metade ou todos os membros pra variar hahaha
- Um detalhe é que o Frico tem agora um personagem super forte com a arma que pegou e olha que ele chegou a recusar a arma mágica de início.
- Todos os detalhes dessa e outra aventura vão estar numa pasta do google drive para quem quiser usar na própria mesa. Se fizer manda uma mensagem ou comentário!
- Todo mundo falhou na regra de treino pros Jutsus, achei muito anticlimático então fiz um acordo deles não receberem o tesouro da luta contra o Raziel em troca disso. Concordaram todos.
No inferno
Seu nome era Diavolo. O diabo reconheceu a situação do grupo e segurou os outros diabos para não devorarem os aventureiros em frangalhos. Propôs um contrato , uma troca, deixariam o inferno para recolher as recompensas. Até contou sobre o criador da fábrica Rick Kehl que foi devorado por uma de suas criaturas. Em troca exigiu algo simples: controlaria o corpo de todos aqueles que assinassem o contrato durante 1 único dia.
Talyon era o menos disposto a aceitar, até tentaram negociar um deles ser controlado por mais dias deixando outro livre, mas estavam em posição desvantajosa. Se recusassem seriam devorados, ou torturados, ou pior. O pacto foi selado e uma assinatura coberta por uma digital marcada em sangue foi o necessário para que surgissem em Wynla ainda feridos e sofrendo do flagelo de pisar no inferno.
Seguiram para o conselho, onde contaram o que ocorreu no lugar, falaram sobre o dono da fábrica e receberam suas recompensas. Foram convidados a ficar para o Dia do Recomeço na cidade, temeram que seria o dia escolhido por Diavolo e resolveram se afastar, mas não se engana o enganador. No início do ano de Arton, todos acordaram com ferimentos e exauridos, como com ressaca e uma sensação de doença. Estavam todos em lugares diferentes, reinos diferentes. Não sabiam o que haviam feito.
A única coisa que encontraram que podia servir de pista eram anotações e mapas, marcando um pequeno vilarejo quase invisível no interior de Petrynia, chamado Rio de Prata.
- Como já narrei uma campanha no inferno de Tamu-ra, quis aproveitar a ideia aqui para esse capítulo da aventura da galera. Diavolo ainda existe então é um vilão interessante pra se adicionar a trama.
- Como conseguiram concluir a aventura a tempo, receberam armas e armaduras mágicas além de acessórios, mas todos prontos. Pedro queria fazer o dele, mas não deixei porque já estão recebendo uma recompensa muito boa pra não achar suficiente.
- A luta contra a fábrica foi tensa e por causa de algumas questões tipo queda de luz e uns jogadores meio ocupados acabou ocorrendo em duas sessões diferentes. Foi um final de aventura difícil demais pros PJs, geral terminou sem PM e com a vida muito baixa, realmente só haviam duas soluções nessa aventura: vitória ou tpk.
- Um detalhe é que se tivessem com Abdul com poder de gênio o pacto com Diavolo não precisaria ser feito, a galera notou isso e conversamos sobre, acho que é um detalhe que mostra as consequências do jogo e deixa ele mais divertido.
Fotos
![]() |
Primeira luta da aventura do Trem |
![]() |
Mapa do Sul de Tamu-ra, mesmo que usei na antiga campanha |
![]() |
Encontro com o Ki-rin |
![]() |
Emboscada Tengu |
![]() |
Dungeon Trem |
![]() |
Encontro da Bandidagem |
![]() |
Luta contra Takashi no topo do castelo |
![]() |
Cabeças de Oni e armadilhas no interior do castelo |
![]() |
Primeiro andar da fábrica |
![]() |
Segundo andar da fábrica |
É isso, galera. Espero que tenham gostado do diário. Eu ainda mantenho um arquivo no drive com todos os monstros que crio pras minhas campanhas aqui. Além disso, vou disponibilizar as anotações das duas aventuras nessa pasta abaixo. Usem como quiserem!
Tamurania e Fábrica de Monstros
Abraços ou beijos
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Qualquer forma de agressão, ofensas, desrespeito, discussões, preconceito racial, sexual, religioso ou ético, será banido. Somos jogadores de RPG, e não de futebol... E se você é Troll eu sou Elfo (Away)