segunda-feira, 13 de julho de 2015

Diarios de Campanha Tormenta: Desdobramentos de Guerra - Episódio Final: Uma Nova Arton


Ola, meus amigos. Hoje se encerra a saga desse grupo ilustre de aventureiros por Arton. Durante anos eles lutaram contra todo tipo de inimigo, desafiando perigos e se preparando mesmo sem querer para esse momento. Uma ameaça cresceu nas florestas de Sambúrdia e agora cabe a estes aventureiros impedi-la, antes que toda Arton sofra. Sem enrolação, vamos à aventura.

O Grupo:

Luis - Abartuc, Gnomo Paladino Santo de Valkaria 7/Pequeno Campeão 8 LB: Gnomo vindo de outro plano que nunca disse. Foi abençoado pela deusa da Ambição que viu nele um poderoso guerreiro, mesmo com seus 70 cm. Não se engane, Abartuc e seu cão podem fazer cair o maior dos gigantes.

Filipe - Ablon, Aggelus Abençoado de Wynna 4/Feiticeiro Primordial 3/Teuturgista Místico 10 LB: Ablon tem sangue angelical e um talento com magia de se fazer inveja. É benevolente embora as vezes repense suas ações, gosta de se gabar da sua capacidade de ajudar os outros embora isso não o atrapalhe no seu papel de curandeiro mágico. Já fez de tudo nessa vida.

Mateus - Arok, Fintroll Necromante 14 LN: Fintroll antigo companheiro dos aventureiros. Ele se formou na academia arcana com honras e foi monitor da matéria de Necromancia enquanto isso, resolveu que um dia vai se tornar um lich e voltou a se aventurar para conseguir realizar este feito. 

Gustavo - Leen-sin, Humano Monge 9/Mestre Elemental 7 LB: Este rapaz tamuraniano foi treinado nos maiores e mais respeitados monastérios do mundo, sua luta é quase uma arte com extrema perfeição e eficiência. Ele almeja se tornar poderoso e um dia poder retornar a vida em seu antigo lar, quem sabe não possua um pequeno feudo ou monastério para ele no futuro.

Gustavo - Niborn, Halfling Ladino 4/Swashbuckler 3/Chapéu Preto 8 CN: pistoleiro fora da lei que se tornou um aventureiro honrado, na medida do possível, quase irmão de Lee-sin e inseparável de seu mestre. Não importa seu pequeno tamanho, qualquer bandido de Arton teme seu nome.

Eduardo - Kalth, Humano Bardo 8/Mago de Combate 5 N: Kalth morreu e foi para o reino de Valkaria: Odisseia. Onde viveria sua eternidade sendo desafiado e desafiando criaturas, abismos, doenças e qualquer coisa que o colocasse em perigo. Porém resolveu voltar com sua última chance de viver para Arton e se aventurar com estes aventureiros.

Filipão - Bultork, Humano Bárbaro 7/Sedutor 3/Swashbuckler 3 CB: Bárbaro com uma beleza e magnetismo pessoal absurdo, se une aos aventureiros quase no final de suas jornadas, mas é um excelente combatente e deseja toda glória, riqueza e seguidores que conseguir.

Luciano - Cavaleiro Negro, Humano Swashbuckler 3/Sedutor 3/Guerreiro 2/Lenda Urbana 5 CN: Um misterioso cavaleiro que conheceu o grupo quando Dreyk resoveu deixá-los. Ele busca justiça e anda sempre com vestes negras e roupas que escondem sua verdadeira identidade.

Episódios Anteriores:
Site da Campanha: Desdobramentos de Guerra

Preparação
Estudando os inimigos
Enquanto grande parte do grupo de aventureiros se preparava no lugar preferido deles em toda Arton: Vectora. Ablon e Arok retornam para onde aprenderam grande parte do que os tornaram poderosos arcanos como são. Depois de realizarem o acordo com Pilgrim, os aventureiros buscam o mestre de Necromancia da instituição Thanatos em busca de informações e qualquer ajuda possível.

O Lich providenciou pergaminhos para cuidar daqueles afligidos pelo toque dos Lichs - por ele mesmo ser um, não fora difícil descobrir quais magias eram. Além disso, ao ver que seu discípulo havia se tornado um Gnoll, tratou de realizar um desejo para retorná-lo ao seu corpo original. Arok quase beijou os pés de seu mentor quando isso aconteceu.

Retornaram para Vectora e encontraram seus amigos, que compraram bestas, arcos, poções e boa comida. Havia se passado um dia e todos estavam descansados, depois de trocarem informações resolveram que iriam depender de Ablon e seu teletransporte para levá-los até a base de Maksor e Raziel. Ele então fez uma prece rápida à Wynna e teletransportou todos. Pena que a deusa da magia não ouviu sua prece.

Comentários:
  • Deu a colher de chá do desejo para auxiliar o necromante durante o último combate, ele ficou agradecido, mas também me xingou muito porque teria que reescrever várias coisas de sua ficha haha
  • Ablon e Arok estão com itens mágicos menores em sua posse dados por Pilgrim, uma aposta arriscada do mercador que deseja ver os inimigos desses aventureiros derrotados.
A Terra dos Mortos

O Teletransporte do meio-anjo foi um tiro no escuro, ele não sabia a descrição da fortaleza dos vilões, apenas o reino que ela ficava, que por acaso era o maior reino de Arton! Surgiram quilômetros longe de seu destino, porém o ambiente denunciava que estavam no caminho certo. A floresta tinha suas árvores e animais mortos iniciando poucos metros a frente dos aventureiros. Ao atravessaram a clara linha que dividia a vida da morte daquela floresta, viram-se viajando horas naquele dia, sua exploração que começará de manhã se tornou noite ao atravessarem o limiar.

Kalth foi o primeiro a notar e conversou com Arok sobre aquilo, ambos disseram ao grupo que aquele era um Domínio da Morte, um efeito mágico criado por poderosos arcanos em seus covis para ampliarem suas habilidades. Enquanto o objeto que alimentava aquele domínio não fosse destruído, seus inimigos estariam mais poderosos e o necromante do grupo estaria inútil.

Para explorarem, usaram a habilidade do Gnomo Abartuc para conversar com o esqueleto de um animal que teve sua inteligência ampliada por Arok apenas para aquela conversa. Ele falou de homens careca que vigiavam o lugar e apontou a direção para o "ninho dos homens" mais a frente. Ablon verificou com voo a direção correta e seguiram. Lee-sin foi um guia naquela floresta, sua percepção notou os guardas com mais de um quilômetro de vantagem, evitando combates que só iriam exaurir suas forças antes do gran finale.

Chegaram então num castelo simples, com revoadas de corvos e morcegos iluminados pela imponente tenebra no céu e suas filhas estrelas. Havia um poço de água esverdeada com muitos metros de largura e a ponte para o local estava içada. Para testar a água, o bardo jogou um pedaço de carne de suas rações que mergulhou por um segundo na água e ao surgir na superfície estava podre. Bultork então chamou o amigo monge e deu-lhe uma poção para que ganhasse habilidade sobrenatural de salto. Lee-sin saltou como se voasse e deslizou para dentro do castelo, lá ativou uma alavanca que permitiu ao grupo entrar.

Todo o ambiente era vazio e frio, nenhuma viva alma andava por lá, apenas esqueletos caminhavam com roupas de empregados esporadicamente. Ao entrarem no prédio principal, se dividiram: Metade investigaria um andar subterrâneo enquanto a outra metade o segundo andar, buscariam seja o que for que alimentava aquele local e o destruiriam o mais rápido possível.

Comentários:
  • A parte de ficar de noite foi um adendo que adicionei de improviso na hora, só para ficar mais dramático e ter ua reação melhor na imaginação dos jogadores.
  • Preferi uma aventura curta, sem muitos combates antes do final pra não tirar o brilho da luta, que eu já tinha certeza que iria demorar e muito.


O Cristal de Dominio

Cavaleiro Negro seguiu os amigos Kalth, Arok, Niborn e Abartuc para o andar inferior. Investigaram uma porta trancada naquilo que parecia ser a única sala do andar, ao entrarem (graças as habilidades de Niborn como arrombador) notaram uma sala circular, com várias estantes de livros encostadas em sua parede. No centro, um pedestal com garfo de ouro segurando uma pedra rajada de negro e azul.

Era claro que aquela era a pedra do domínio. Ao se aproximarem para o necromante analisar, uma armadilha se ativou, trancando a sala e abrindo um imenso buraco no chão revelando uma queda de 30 metros! Abartuc e Arok cairam, o paladino segurou seu cachorro sobre a cabeça para ele não se ferir e deixou seu anel de gueda suave fazer seu trabalho, o necromante se ajudou com um feitiço, porém ambos feriram os pés com espinhos colocados no fundo da imensa queda. Quando todos acharam que havia acabado, tudo tremeu e o cômodo começou a diminuir, empurrando os aventureiros para o buraco que circulava o pedestal, como um anel de proteção. Niborn brilhou enquanto saltava de um lado para o outro, guiado pelo cavaleiro negro e Kalth buscando frear as armadilhas. Desligou um mecanismo e utilizou um pé de cabra, freando a parede e terminando com a armadilha.

Depois que os outros subiram novamente puderam chegar ao cristal de domínio. Arok sem pensar duas vezes destruiu a pedra com seu gadanho, aquele cristal até agora o impedira de acessar suas magias de necromancia, não mais.

Comentários:
  • Encadear armadilhas é uma forma bem simples de criar uma cena de ação tensa e cheia de perigos, no caso utilizei as três armadilhas mais difíceis do módulo básico que são o fosso que narrei ali em cima, desabamento de teto e sala esmagadora. Divirta-se haha
  • Com o cristal destruído bastava uma última parada antes de rumarem para o combate final.
Os Receptáculos do Lich
Os receptáculos: Mistura dos manequins de full metal com bonecos Ken e barbie
Lee-sin, Ablon e Bultork subiram para o segundo andar, havia um cômodo largo do lado esquerdo e vários cômodos do lado direito denunciados por um mapa feitos pelo bardo do grupo com magia poucos minutos antes de se separarem. O cômodo da esquerda lembrava a estrutura de algum tipo de laboratório, por isso era lá que aqueles aventureiros iriam procurar.

O meio-anjo usou de magia para criar um olho mágico dentro do cômodo sem ser detectado, lá dentro estava um dragão negro que andava de um lado para o outro, como um guarda para armários cheios de ingredientes alquimicos e algumas poções. Presos em alguma espécie de cabide estavam corpos sem sexo, pelos ou qualquer característica que os distinguisse, em receptáculos que Maksor usaria para se regenerar rapidamente caso fosse derrotado, porém Ablon não soube disso. Por aquele grupo não possuir algum meio de abrir a porta, resolveram esperar seus aliados.

Quando se encontraram atualizaram uns aos outros da situação e se indagaram por quê nenhum guarda ou inimigo havia os atacado até agora. Niborn abriu a porta quando todos os seus aliados se preparavam para entrar em fila e atacar o dragão, sem tempo dele reagir. No entanto, a besta já se posicionará próximo à porte e recebeu os invasores com uma poderosa rajada de energia negativa. Arok reagiu tentanto ataca-la com um crânio voador, porém a criatura não sentiu nada.

Lee-sin então tomou a frente e socou a criatura forçando-a a manter a boca aberta com um agarrão, Niborn com sua proficiência em armas e especialmente treinado para batalha em dupla com o monge deu dois tiros certeiros em sua garganta que vasaram na calda do monstro. Ele então caiu morto.

Passaram por cima dele impressionados pela demonstração de poder dos dois aventureiros que ficaram se bajulando e recolheram algumas poções que poderiam usar. Quando os aventureiros ameaçaram atacar os manequins, Arok disse que eles não serviriam de nada. Era uma mentira, ele só queria estudá-los depois da luta.

Comentários:
  • O dragão lutou com o grupo contra os mesmo inimigos no final da campanha anterior de Tormenta que nós jogamos. Agora foi reduzido a um cão de guarda derrotado com facilidade.
  • Subestimar o dragão não puniu muito os jogadores dessa vez, visto que eles tem nd no mínimo 13 e o dragão que estava de guarda tinha ND 8, mas foi bom para eles ficarem espertos.

A Batalha Final

O grupo continuou caminhando pelo castelo até chegar a uma ampla sala que já serviu de sala de jantar e de estar, um lugar aonde se recebiam os viajantes que iriam para aquele antigo feudo e que servia de área comum, levando para vários cômodos em andares separados por escadas a vista. Lá dentro, no fundo do cômodo estavam Maksor e Raziel.

O vampiro trajava uma veste vermelha e negra, coberta com uma armadura de samurai de qualidade superior, um manto cobria suas pernas também protegidas pela armadura e esvoaçava ante seus movimentos. Tinha a aparência de um jovem tamuraniano belo, que faria raparigas fugirem de suas famílias e um olhar ameaçador e cheio de si.

O lich era o oposto. Com vestes também negras, cobrindo duas camadas de mantos verdes e azuis, Maksor esbanjava uma forma física estranhamente grande. Parecia morto a tempos, com as feições de uma caveira a partir de seu lábio superior, apenas alguns tendões se mantinham unindo a boca a face branca e gélida do mago. Ele usava dois cajados.

Os aventureiros e os inimigos conversaram, Maksor e Raziel ofereceram como cortesia a chance de se unirem a eles naquele exército. Os aventureiros negaram, juraram matar aqueles que estavam em sua frente e já tentaram usar magias para atacá-los, quando suas mãos começaram a gesticular surgiram seus outros inimigos das sombras: Um anão forte com um machado, usava um grande cinturão e tinha a pele suja de musgo; Um arqueiro elfo que parecia ter saido de uma antiga canção daquele povo; Um halfing bonachão com pistolas em mãos e um sorriso que só aqueles que estavam se divertindo muito teriam; Um meio-elfo com vestes negras, espadas nas costas e um arco em mãos, sua própria aura indicava algo incomum; e, por último, um elfo com roupas de artesão cheio de armas, cabelos prateados em transa e um mosquete que parecia vindo de outro universo tamanha sua tecnologia. Todos usaram suas armas para atirar nos aventureiros e começaram com a vantagem do primeiro movimento, todos se feriram, alguns mais do que outros, era hora de virar o jogo.

Raziel desembainhou suas espadas, uma a katana que sempre usou, outra uma katana de duas mãos que pertencera a Sir Alonne, roubada quando ele matou seu irmão. Suas armas e seu corpo entraram em chamas, numa aura de calor que o protegia dos inimigos e tornava mais mortal do que já era. Os aventureiros e os escravos começaram a agir com cavaleiro negro escalando escadas com velocidade e atacando o halfling inimigo com seus dois sabres.

Bultork entrou em fúria e começou o duelo contra Raziel que o desarmou com sua dança de espadas. O anão inimigo se transformou num elefante com a tromba no formato de um machado e começou a cercar os aventureiros, enquanto seu grupo disparava contra os inimigos. Os outros se posicionavam e oravam para lutar melhor, até que Maksor aproveitou a abertura e ergueu uma poderosa parede de trevas impedindo que os inimigos avançassem até o combate sem ficarem cegos por alguns segundos, porém, numa luta como essa, qualquer segundo poderia ser mortal

Bultork ficou lutando contra Raziel enquanto Cavaleiro negro teve que lidar contra três inimigos sozinhos: O elfo arqueiro, o halfling e o meio-elfo. Maldições eram rogadas enquanto os aventureiros tentavam armar alguma maneira de destruir aquela barreira. Lee-sin foi para cima do poderoso elefante e o derrubou, usando a ajuda de seus companheiros para derrotá-lo antes da parede sumir. Ablon apostou tudo numa magia de dissipar que teria quase chance alguma de retirar aquela magia poderosa e teve sorte.

De volta ao combate, os aventureiros começaram a disputar mais acirrados, enquanto o atirador elfo dos inimigos feria gravemente muitos dos aventureiros, por sorte Kalth estava presente e curou seus aliados com velocidade. Ablon auxiliou o barbaro que já estava muito ferido, dando a ele uma magia que reverteria o dano de um ataque que levasse ao alvo, porém o calor da presença de Raziel o desmaiou antes que a magia fosse útil. O vampiro foi para cima de Niborn e começou a atacá-lo com tudo, enquanto Lee-sin e Abartuc cercavam Maksor, virando a luta e causando desespero nos vilões.

Ablon invocou uma muralha de energia no atirador elfo do outro grupo, inutilizando um dos inimigos mais poderosos ali presentes, enquanto isso os aventureiros começaram a ferir um a um os inimigos. No fim, apenas o arqueiro elfo sobrou e mirou uma flecha no corpo do barbaro caido, quase como se estivesse disposto a ceifar a vida de pelo menos um de seus inimigos. Porém, o corpanzil desmaiado refletiu a flecha, matando o último dos inimigos.

Comentários:
  • Quando os aventureiros levaram ataques na rodada surpresa, o jogador Luciano, o mais chorão da mesa, ficou falando que eu queria matar todo mundo pra finalizar a campanha de novo ¬¬'
  • Pois bem, dessa vez a luta foi bem mais fácil do que da última. Eles melhoraram com estratégias de luta e ainda ficaram melhores com power game, o que acabou deixando a luta mais equilibrada. Se quiser saber como eram os aventureiros que foram derrotados e como foi a última luta contra estes mesmo vilões clique aqui. 
  • O jogador do Bardo não jogava a quase dois meses por pura vagabundagem dele, ele fez muita diferença no combate final, cabendo a ele a função de curar os aliados, deixando o arcano mais forte Ablon para cuidar da dominação dos inimigos.
  • A luta demorou mais de três horas! Falei que era melhor uma aventura curta haha
Epílogo
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No fim do combate, Ablon e Arok se adiantaram e teletransportaram-se para a sala dos manequins. Ao chegar no local, viram Pilgrim com o corpo ensanguentado de um dos receptáculos e uma pedra na mão, semelhante ao cristal do domínio encontrado anteriormente. Mataram a charada na hora: Aquela coisa era o tal sopro de vida e o Lich Maksor estava usando-o para prender sua alma e dar vida nova aos aventureiros, porém uma vida sem força de vontade. O mercador disse que já havia feito a varredura acordada e que agora os caminhos deles se distanciariam, agradeceu os aventureiros e pediu o anel do mercador de volta para o meio-anjo.

Ao guardar o anel, Pilgrim terminou de se despedir e disse para que eles aproveitassem, pois era uma nova Arton e uma nova vida para todos eles a partir de agora. Os aventureiros se reuniram, aquela fora sua aventura final, um chamado para a aposentadoria ou um novo meio de viver suas aventuras. Arok agradeceu a todos a honra de ter lutado com eles e então disse o que desejava: Ele se tornaria um Lich também, os estudos de Thanatos somados a tudo de Maksor que havia naquele castelo lhe permitiria criar um local para ensinar aqueles que pretendem aprender o ofício. Ele também pediu para ficar com o castelo e que todos seriam bem vindos ali sempre, tendo seus próprios quartos para visitarem quando quiserem. Ele se tornaria um Lich, mas seria um diferente, um para provar para toda Arton que necromancia não era má e que poderia ser utilizada para muitas coisas.

Horas depois ocorreram as verdadeiras despedidas. Cavaleiro negro disse que iria para Bielefield resgatar seu nome e lutar para proteger os mais fracos, ele então se revelou tirando a mascara para os amigos: Era Dreyk, em busca de se tornar algo novo ele teve que abandonar seu antigo eu e confiou a todos seus segredo e sua vida. Partiu em viagem tão logo o sol começou a descer. Niborn se despediu de seu irmão de lutar, Lee-sin, ele se uniria a Abartuc e seu cão para se tornarem o maior menor grupo de aventureiros de Arton.

Lee-sin iria peregrinar até conseguir juntar discípulos e iniciar um monastério na nova Tamu-ra. Ele convidou Chibi Sensei, seu mestre na Academia Arcana e ambos rumaram para a ilha que estava aos poucos se tornando tão grande quanto foi outrora, aceitando um novo mundo e novas possibilidades a cada instante. Bultork retornou para a união purpura, lá se tornaria uma celebridade e levaria sua tribo a um patamar de unificação e poder por toda a região, sempre teria inimigos, ainda mais agora se tornando um líder, mas estava preparado. Kalth orou para Valkaria que o levou de volta à Odisseia, o bardo já conhecera e fora protagonista de muitas histórias em Arton, era hora de conhecer um novo mundo.

Ablon olhou para o horizonte, o meio anjo em sua jornada conheceu a verdade sobre ele e descobriu um grande poder, era um dos maiores servos de Wynna e um dos maiores bem feitores de Arton, mas estava cansado. Precisava de um lugar para chamar de seu e com todas as batalhas que lutou ainda não havia chegado a tal lugar, visitaria sua familia, mas estava vazio. Todos os desdobramentos de guerra criaram uma nova Arton e novos aventureiros, agora era hora de um novo Ablon.

Levantou voo e seguiu para um lugar que só ouviu em lendas, a cidade dos Aggelus, onde outros como ele viviam em paz, não sabia em qual reino seria, mas ali seria sua casa.

FIM

Comentários:
  • Como de praxe, deixei os jogadores narrarem seus finais, dizendo para não extrapolarem coisas que seus personagens nem buscaram ao longo das aventuras, foi um final bem legal e emocionante, fechando o círculo que foi a campanha.
  • Quando comecei essa campanha sabia que era assim que ela iria terminar, mesmo assim, foi satisfatório ver os jogadores se vingando e bolando novos horizontes para os seus personagens no final.
 Espero que tenham gostado de nos acompanhar, te vejo na próxima campanha. Deixe comentários do que achou ai em baixo!
Abraços ou beijos

6 comentários:

  1. Respostas
    1. Valeu, Luan! Continue acompanhando o blog. Abraços

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  2. Gostaria de deixar aqui os meus parabéns, a história foi muito bem desenvolvida, conheci o blog por essa campanha e achei bem interessante como foi desenrolando as coisas, no começo da campanha achei maneiro a dinâmica em dividir os grupos, principalmente a parte do Elfo escravizado, fazer isso em uma mesa é meio difícil por ter muitos player se focar só em um, mas achei massa demais a forma com que tudo foi desenrolando,vate mesmo as bonificações que não se limitaram apenas a armas, mas títulos, amizades entre outros. Mas uma coisa que fiquei meio encucado é sobre o novo braço do Lee-sin, haha, achei tão legal e fiquei surpreso pelo membro decepado, que quis saber sobre como ganhou um novo. Foi interessante a fluidez e como as ações de escolhas dos player foram bem livres, ir para a escola arcana, fazer coisas designadas por eles. O conteúdo ficou bem bacana, só fiquei meio inquieto com esse final, ao que entendi alguns players do último post pra cá saíram, um aumento considerável de nivel em alguns cois adicionado e os mêsmo ganharam sub-classes, fiquei meio bolado por que queria saber mais do que ouve com os antigos e a introdução dos novos players. No mais parabéns pelo trabalho e com certeza vou tirar um tempo pra ler outras campanhas do blog. Se tiver mais postagens e matérias sobre dicas do mestre, uma criação de npc, seria bem massa. Sou preso demais ao que escrevo, mas não prendo meus jogadores a isso,mas na hora de improvisar deixo muito a desejar por isso, haha, achei legal o blog, material de rpg sempre a bem vindo. Parabéns pelo trabalho mais uma vez.

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    1. Po Thiago, muito obrigado pela sua opinião e por todos os comentários. A ideia dessa campanha sempre foi deixar os jogadores livres, ir deixando que suas escolhas os levassem para onde quisessem no mundo e o fato de dividir o grupo foi muito legal para apresentar mais e mais pções ara eles, cada jogador teve uma experiência bem única por causa desse fator, embora narrar pra uma mesa que jogue muito separada seja um pouco complicado, admito.

      Eu acabei me enrolando muito nas postagens desse diário e quando fui vendo estava atrasadíssimo em relação a campanha. Se fosse escrever toda semana era provável que só terminaria essa campanha no fim do ano, por isso preferi fazer os dois posts anteriores a este como resumos, cada um deles explicava o que aconteceu em várias sessões, umas 7 pelo menos. Imagina o trabalho de escrever cada uma individualmente? Sei que ia ajudar muito vocês, mas eu não lembraria todos os detalhes e deixaria a desejar, mas acho que mesmo assim ajudei bastante aqueles que leram a campanha a libertarem a mente e deixar a campanha sair um pouco da zona de conforto.

      Tivemos um fluxo muito grande de jogadores nessa campanha, teve gente que entrou e saiu, gente que parou de jogar por um tempo e voltou, acho que no total foi quase um ano e meio de mesa, o que já garante uma variação muito grande. Quando mestrei a última sessão disse que quem mais deveria ser valorizado era o Filipe, que jogava com o Ablon, pois naõ faltou nenhuma sessão e desde o começo correu atrás de fortalecer e interpretar melhor o personagem.

      Enfim, vou começar uma campanha bem diferente dessa nas próximas semanas, vai ser no Espaço e usando o filme Guardiões da Glaxia de base. Sei que é bem diferente, ainda mais pra quem prefere medieval, mas tem muita coisa boa que vai aparecer por aqui. Como esta nova campanha deve seguir num ritmo mais tranquilo, acho que poderei falar de todas as sessões. Espero que leia a nova campanha também .

      Sobre as dicas, existem várias postagens no blog sobre isso, procure por elas e leia. Mas a principal dica é: Se inspire. Antes de mestrar jogue games, leia quadrinhos, leia livros e veja filmes, a improvisação vai surgir dai sem nem vc perceber haha

      Abraço

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  3. Um final incrível e com uma trilha sonora inspiradora! Gostei da vingança, da despedida, do bater de asas de Ablon e da nova Arton... Parabéns, Pedro!

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    1. Valeu, Lucas. Que bom que gostou e espero que esteja aqui lendo a nossa nova campanha em breve. Abraço!

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