segunda-feira, 18 de junho de 2018

RPG Competitivo - Mestre contra jogadores



RPG é um jogo de interpretação e colaboração em grupo, onde diferentes pessoas criam personagens e interagem num mundo fictício. Mestres e jogadores fazem parte dessa interação, com funções diferentes, porém não antagônicas.

O mestre muitas vezes controla os inimigos que os jogadores irão enfrentar, por isso é comum rolar discussões quando acontecem conflitos, isso é inevitável e indica que as pessoas estão envolvidas no jogo.

Existem várias maneiras de mestrar e de se jogar RPG. Várias inspirações podem surgir. O que você vai ler hoje é baseado naqueles contos antigos de mitologia, onde os deuses testavam os heróis e os desafiavam. O herói tinha que vencer o deus e o deus tinha que vencer o herói.

Por que jogar competitivo?


Em toda mesa de RPG existe o que os Game Designers chamam de dificuldade Modular. O mestre adapta sua história e desafios de acordo com o poder dos jogadores e tipo de estratégias que costumam usar. O mestre tenta fazer isso para manter o jogo divertido, por isso qualquer aventura pronta que você encontrar vai precisar de uma ligeira adaptação para ser utilizada em mesa.

A ideia de um RPG desse tipo é deixar o mestre mais ativo, mas também mais nivelado. Ele controla inimigos escolhidos previamente e tem poderes com limites específicos que pode utilizar. Os jogadores devem se preparar para uma aventura difícil em toda sessão e jogar de forma mais esperta possível, lembrando-se de fugir em alguns casos para se manterem vivos.

Esse PdF é baseado em alguns RPGs que o mestre tem papel mais ativo, como o Ryuutama, um sistema japonês que o mestre tem classes, minha principal inspiração; e Agon, um sistema sobre heróis como Hércules e Aquiles que enfrentam as provações dos deuses.

Jogar assim é uma forma de quebrar monotonia nas mesas e possibilitar a criação de desafios grandes, além de poder ser utilizada como método para mestrar em eventos ou até One Shots. Para isso, algumas regras têm que ficar diferentes. Esse PdF é baseado em Tormenta RPG, se houver interesse, posso postar versões para outros sistemas no futuro.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Polvertori - Plano dos Demônios da Pólvora


Um novo plano?? Sim! Essa postagem é uma contribuição de um de nossos leitores. Seu autor é o Douglas Nascimento. Eu já devia ter postado isso a um tempo, mas como andava meio ocupado acabei esquecendo. Acho que é um material muito legal e que pode render umas aventuras muito diferentes. Vamos conhecer esse lugar?

Polvertori , o lar dos Demônios da Pólvora


Divindade: Gadger, Deus Menor dos Demônio da Pólvora.

População: humanos (80%), Demônios da `Pólvora (15%), outros (5%)

Magias melhoradas: caos, eletricidade, fogo, frio, mal.

Magias enfraquecidas: cura

Magias proibidas: bem, ordem.

Deuses enfraquecidos: Khalmyr, Lena, Marah, Valkaria,

Regras especiais: visitantes de outros mundos são tomados pelo espirito rancoroso/aventureiro dos pistoleiros. Todos recebe o talento usar arma exótica(pistola) mesmo que nunca tenha pegado numa arma na sua vida anterior.

Clima e terreno

O terreno é seco e em algumas partes montanhoso. As manhãs são muito quentes, as noites amenas. Florestas são pequenas e raras. Não há estações do ano, apenas ocasionais chuvas. Chuvas de Pólvora.

A substância explosiva cai dos céus como chuva, modifica o terreno, que passar a ter aparência enegrecida, e que dependendo da quantidade, pode ser instável.

População e Aventureiros

Polvetori é habitada por Pistoleiros, bandidos, criminosos que nem mesmo os deuses queriam. As vezes alguns infelizes renascem aqui, para sofrer ainda mais no pós vida.

A predominância é de humanos, que vivem na luta pela sobrevivência. Os filhos dos criminosos dificilmente escolhem outro tipo de vida, por que logo seus Pais, parentes ou conhecidos são mortos por algum pistoleiro cruel e vingativo, e logo cria-se um novo pistoleiro pronto para vingar sua família. Um ciclo vicioso sem fim. Outra raça em grande quantidade são os Demônios da Pólvora. Aqui, eles provocam muita destruição manipulando os habitantes, incitando conflitos, e disputando território com outros Demônios ou criaturas.

Os demônios apesar da quantidade, não formam uma sociedade, são indivíduos independentes que muitas vezes disputam atenção de comunidades e cidades inteiras. Eles lutam entre si, e geralmente envolvem 2 cidades ou mais nos conflitos.

As cidades, geralmente de médio porte, são governadas por Cherifes, que trabalham, ou não, para demônios da pólvora. Há poucas grandes metrópoles, sendo apenas Gadger uma de destaque.

terça-feira, 5 de junho de 2018

RPG no Discord: Um breve tutorial

#paganós
No ano de 2017 eu resolvi iniciar uma mesa de 3D&T Alpha depois de me empolgar muito jogando Legend of Zelda. A campanha está rolando (clique aqui para ler o nosso diário), mas como anda devagar eu preferi ir enrolando o diário também. Graças à sugestão de um de nossos jogadores, o Raul, resolvemos jogar pelo Discord.

Depois de meses de experiência, posso dizer que é minha ferramenta preferida para narrar uma mesa online. Falta uma função de mapa como o Roll D20, mas para sistemas que não necessitam disso é perfeito. Por isso, hoje nossa postagem serve de tutorial desse programa.



sábado, 7 de abril de 2018

Como se divertir mestrando RPG? Um Guia para Mestres Iniciantes e Experientes

Ilustrador aqui
Muito se fala de como mestrar RPG. Cada sistema costuma ter alguma parte de seu livro básico (ou até livros inteiros) dedicados a essa "arte". Muitas revistas e sites/blogs de RPG se dedicam a dar dicas para mestres e ajudá-lo a preparar suas aventuras e campanhas.

Porém, mesmo assim, muitas pessoas acreditam que ser o mestre é um trabalho tedioso. Um estorvo. É comum que existam mais pessoas jogando RPG do que mestrando, afinal, cada grupo precisa apenas de uma única pessoa nesse papel. Mas ainda assim, muitos evitam ter esse papel ou não se sentem preparados.

Hoje a nossa postagem tem dicas para mestres de todos os tipos. O objetivo é apresentar a se divertir no caos e confusão de uma mesa de RPG, perder algumas manias ruins e evitar alguns problemas. Leia tudo, com sorte, você vai aprender uma coisa ou outra mais rápido que eu aprendi.

sábado, 31 de março de 2018

Equipamentos para 3D&T

O que você usa é importante
Muitos RPGs funcionam baseados em itens que seu personagem consegue durante a jornada. D&D costuma se valer muito de itens mágicos, por exemplo. Outros jogos ligam a evolução de um personagem àquelas coisas que ele conseguira em suas aventuras. A maioria dos MMO ou RPGs de video game, como Diablos da vida, ou até Destiny, são baseados em caçar Loot.

O 3D&T Alpha deu um passo incrível nessa questão ao introduzir itens únicos para todos os monstros em seu bestiário! No momento eu mestro uma campanha desse sistema, mas como eu queria a ideia dos jogadores terem liberdade e buscarem soluções não combativas para os encontros, preferi adicionar um nível a mais de complexidade aos itens que ele possuem.

Foi dessa forma que criei a regra, baseada no Manual do Defensor, de limitar o número de itens que um personagem pode possuir para Fx3 itens (parando em F 5), personagens com F0 podem carregar 1 item apenas. Defini então, que itens são equipamentos consumíveis geralmente, coisas que não estão ativas o tempo todo, no geral. Então, optei por criar outras categorias, daí vieram as vestes e os acessórios. Personagens podem vestir apenas uma veste e "equipar" dois acessórios.

Essa foi a minha ideia inicial. Agora eu precisava de uma lista que os jogadores pudessem encontrar e comprar. A minha ideia hoje é apresentar esses equipamentos para vocês usarem na sua mesa, vamos lá?

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Diário de Campanha 3D&T Alpha - The Legend of Zelda: Episódio 1 - O Grande Platô



Você achou que não ia ter diário de campanha? Achou errado, otário! (Referência obrigatória a choque de cultura). Tem um tempo que não faço um diário de campanha para o Mais de Mil Dados, isso se deve a várias razões. A primeira delas é que, ao contrário dos outros postados por aqui, essa campanha que estou mestrando atualmente não é em minha mesa presencial, que, aliás, nem tem jogado nada nos últimos meses.

Outro motivo é que se trata de uma campanha de adaptação de um cenário, estamos jogando uma mesa de Legend of Zelda com o 3D&T Alpha. Minha experiência com esse blog já me provou que postagens que não são focadas no TRPG ou em outros sistemas medievais mais clássicos atraem menos público. Mas quer saber? Foda-se

Hoje vou iniciar esse diário de campanha que deve ter um ritmo bem diferente dos outros que eu venho postado aqui no Blog. Vocês vão entender o porquê. Estão curiosos? Calma, calma. Antes de tudo, vamos conhecer nossos protagonistas primeiro.

Raul – Gengoro, Goron “Anão” Defensor: Um goron de meia tonelada, pacifista e que sempre fala a verdade. É muito falador e surdo e no passado protegia o reino dos Gorons. Ele tem um filho adotivo de outra raça, mas este está desaparecido e agora é só o fragmento de uma lembrança em sua cabeça.

Bob – Hadara, Gerudo Maga do Trovão: Uma das aprendizes da campeã dos Gerudo. Hadara é uma bela mulher de corpo atlético, pele negra e cabelos como fogo. Sempre está se maquiando, parece que sua prioridade não é o combate. Isso até ela desintegrar um inimigo com seu poder bruto.

Valdir – Jekuto, Zora Swashbuckler: Jekuto é um zora que usa uma curiosa bola como força motriz para usar poderes mágicos. Ele é extremamente autoconfiante e se coloca em situações de perigo o tempo todo. Mesmo quando está errado tem um sorriso confiança e convencido no rosto.

Marcus – Makar, Korok Encantor: Um ser da floresta, com o corpo feito de madeira e máscara que cobre seu rosto feito de uma folha da primavera. Está sempre buscando proteger os outros e deixar todos animados com sua música e é dela que flui sua magia natural, uma qualidade artística destinada apenas aos maiores mestres.

Junior – Ingus Kayn, Sheikah Ninja: Este Sheikah tem aparência de um humano japonês de orelhas pontudas. Ele tem vários traumas, mal consegue dormir a noite e não consegue ver nada sujo, o que já o atrapalhou em várias situações. Porém, mesmo assim, quando ele usa seus jutsus e sua espada confiável, nada pode impedi-lo.

Vamos lá!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Mestrando um RPG Sandbox


Roleplaying Games, os RPGs que jogamos. A ideia do jogo é que seja baseado em interpretação, que um jogador entre no papel de uma persona fictícia que vive num mundo fictício. Para que interpretação seja possível é preciso de um contexto, o contexto ajuda a criar os personagens e os personagens ajudam a criar o contexto.

Normalmente, nos RPGs mais tradicionais, o Mestre pensa numa aventura e num mundo - as vezes são materiais já prontos, as vezes são criados da cabeça do mestre - e esse será o contexto. Agora que temos contexto e personagens o jogo começa.

Diferente de um jogo de vídeo game, não existe um limite do que é e não é possível num RPG. O grupo está limitado a sua criatividade em conjunto e ao que seus personagens são capazes de fazer. Um RPG de mesa é como aqueles jogos em que a mecânica permite tanta experimentação que supera a história. Por maior que seja o roteiro, como tudo é feito ainda é mais importante. Se discute pouco sobre o final e muito sobre o meio.

Atualmente, muitos desenvolvedores de jogos de video games tem tentado permitir maior liberdade aos seus jogadores, daí surgiu o termo Sandbox para jogos como GTA, Skyrim, Legend of Zelda, etc. Jogos que permitem exploração e liberdade de ir aonde querem e quando querem.

Hoje vou propor o caminho contrário. Como podemos fazer com que o RPG de mesa permita um contexto de exploração livre e aberto a história emergente que surge do jogo. Como que os atores - jogadores e mestre - podem agir diferente para que um contexto desse seja possível. Mas também vou quebrar alguns conceitos que fazem algumas pessoas acharem que este é a maneira ideal de jogar RPG.

Vamos lá!